{"id":293,"date":"2014-01-09T23:37:34","date_gmt":"2014-01-10T02:37:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/?p=293"},"modified":"2014-01-09T23:37:34","modified_gmt":"2014-01-10T02:37:34","slug":"o-filho-do-papai-noel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2014\/01\/09\/o-filho-do-papai-noel\/","title":{"rendered":"O filho do Papai Noel"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/brincher.w.pw\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Joulupukki.jpg\"><img data-attachment-id=\"294\" data-permalink=\"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2014\/01\/09\/o-filho-do-papai-noel\/joulupukki\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Joulupukki.jpg?fit=540%2C250&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,250\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Joulupukki\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Joulupukki.jpg?fit=300%2C138&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Joulupukki.jpg?fit=510%2C236&amp;ssl=1\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-294\" alt=\"Joulupukki\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/brincher.w.pw\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Joulupukki.jpg?resize=378%2C175\" width=\"378\" height=\"175\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Joulupukki.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Joulupukki.jpg?resize=300%2C138&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Joulupukki.jpg?resize=510%2C236&amp;ssl=1 510w\" sizes=\"(max-width: 378px) 100vw, 378px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p>Olhei para a tela assim que ouvi o bipe e percebi que, considerando que s\u00f3 havia dois atendentes, demoraria para que eu fosse atendido. Al\u00e9m do mais, passava um pouco da hora de fechar e eu tinha esquecido um documento no guarda-volumes, ent\u00e3o teria que armar o ataque ret\u00f3rico para que me autorizassem, t\u00e3o logo fosse atendido, a busc\u00e1-lo no arm\u00e1rio l\u00e1 fora, na \u00e1rea dos caixas eletr\u00f4nicos. Num gesto autom\u00e1tico de desconforto, respirei fundo e, enquanto soltava a respira\u00e7\u00e3o, passei a palma da m\u00e3o vagarosamente pela barba, come\u00e7ando com o indicador sobre o l\u00e1bio inferior e terminando na pontinha do \u00faltimo fio. Olhei para o lado e percebi que um menino de n\u00e3o mais que uns cinco anos me observava, sorria e me imitava, afagando uma barba imagin\u00e1ria. Sorri para ele tamb\u00e9m. Ele olhou para o outro lado e cochichou para a irm\u00e3 &#8220;ele \u00e9 barbudo, olha&#8221;. A irm\u00e3, apenas um pouco mais velha, mas j\u00e1 impregnada desse misto de decoro, polidez e moralidade de que s\u00e3o feitas as intera\u00e7\u00f5es sociais com estranhos no mundo adulto, olhou para a m\u00e3e, mais ao lado, buscando aprova\u00e7\u00e3o para a reprimenda que acabava de dirigir ao gurizinho. Continuei sorrindo, mesmo n\u00e3o sendo algo que costume praticar com assiduidade. N\u00e3o por rabugice, \u00e9 s\u00f3 porque nunca gostei do meu sorriso. Ele criou coragem e me perguntou o porqu\u00ea de deix\u00e1-la assim.<br \/>\n&#8211; Porque eu vou ser o Papai Noel quando ficar velho.<br \/>\n&#8211; Ah, mas a barba dele \u00e9 branca, a tua \u00e9 meio vermelha.<br \/>\n&#8211; Mas a minha camiseta \u00e9 branca. Quando eu ficar velho, inverte: a roupa fica vermeha e a barba fica branquinha.<br \/>\n&#8211; A\u00ed tu sai por aqui com aquele sac\u00e3o cheio de presentes, n\u00e9? Mas l\u00e1 em casa \u00e9 meu pai que compra, o Papai Noel eu s\u00f3 vejo no shopping.<br \/>\nA irm\u00e3, de repente, imbuiu-se de um senso de cumplicidade quase comovente e interveio:<br \/>\n&#8211; Ele \u00e9 o filho do Papai Noel.<br \/>\nEle me olhou de novo, mais cuidadoso, um pouco incr\u00e9dulo, mas desejoso de acreditar.<br \/>\n&#8211; \u00c9 verdade?<br \/>\n&#8211; Claro. Mas por enquanto, eu vivo como todo mundo. Vou \u00e0 aula, ao trabalho, ao banco. S\u00f3 posso ser Papai Noel depois de bem velhinho.<br \/>\nEle n\u00e3o disse mais nada. S\u00f3 se deixou ficar ali, meio boquiaberto por alguns segundos, absorto em suas reflex\u00f5es, os olhos cheios daquele brilho das pequenas descobertas.<br \/>\nChamaram minha senha, afinal. Apesar da \u00f3tima companhia ter aliviado a espera, minha t\u00e3o nobre e rara ascend\u00eancia, infelizmente, n\u00e3o tornou mais s\u00f3lido o meu apelo ao atendente e tive que aceitar, inconsol\u00e1vel, a derrota da l\u00e1bia frente \u00e0 regra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhei para a tela assim que ouvi o bipe e percebi que, considerando que s\u00f3 havia dois atendentes, demoraria para que eu fosse atendido. 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