{"id":389,"date":"2014-09-28T22:27:05","date_gmt":"2014-09-29T01:27:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/?p=389"},"modified":"2021-10-20T15:32:33","modified_gmt":"2021-10-20T18:32:33","slug":"4-dias-em-manaus-trechos-esparsos-de-um-relato-de-viagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2014\/09\/28\/4-dias-em-manaus-trechos-esparsos-de-um-relato-de-viagem\/","title":{"rendered":"4 dias em Manaus: trechos esparsos de um relato de viagem"},"content":{"rendered":"<p>Em 2009, estive em Manaus para fazer o concurso para professor efetivo do curso de Letras da UFAM, campus Benjamin Constant. Considerando o objetivo, foi um investimento absolutamente mal empregado. Eu n\u00e3o havia estudado o suficiente e a concorr\u00eancia era fort\u00edssima. Por outro lado, conhecer a cidade foi uma bela experi\u00eancia humana e geogr\u00e1fica. Abaixo est\u00e3o transcritos alguns trechos do bloco de notas que eu usava como di\u00e1rio. N\u00e3o me preocupei em ajustar muito o texto. H\u00e1, por exemplo, alguns saltos temporais em um mesmo dia porque eu ia anotando sem preocupa\u00e7\u00e3o com uma linha narrativa. A coisa toda come\u00e7a tamb\u00e9m meio do nada, j\u00e1 que ainda n\u00e3o encontrei as anota\u00e7\u00f5es dos primeiros dois dias e dos \u00faltimos, incluindo um inesperado encontro com Milton Hatoum. Se isso ocorrer, prometo atualizar o relato.<\/p>\n<p><img data-attachment-id=\"390\" data-permalink=\"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2014\/09\/28\/4-dias-em-manaus-trechos-esparsos-de-um-relato-de-viagem\/diarios-de-manaus\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/diarios-de-manaus.jpg?fit=600%2C450&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"600,450\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;2.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;GT-I8190L&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1411940710&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;3.54&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;100&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.0625&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"diarios-de-manaus\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/diarios-de-manaus.jpg?fit=300%2C225&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/diarios-de-manaus.jpg?fit=510%2C382&amp;ssl=1\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-390\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/diarios-de-manaus.jpg?resize=580%2C435\" alt=\"P\u00e1ginas do bloco de notas usado como di\u00e1rio\" width=\"580\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/diarios-de-manaus.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/diarios-de-manaus.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/diarios-de-manaus.jpg?resize=510%2C382&amp;ssl=1 510w\" sizes=\"(max-width: 580px) 100vw, 580px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p><strong>05\/maio\/2009<br \/>\n<\/strong>Resolvi me aventurar no centro da cidade. Peguei um \u00f4nibus e em 20 minutos estava l\u00e1, de onde resolvi que iria at\u00e9\u00a0a Zona Franca. Na verdade, aquilo que eu achava que ela era dizia respeito ao P\u00f3lo Industrial: um lugar onde havia um monte de empresas, cheias de regalias fiscais, fabricando a nata da ind\u00fastria nacional de eletroquaisquercoisas por pre\u00e7os altamente competitivos. A Zona, entretanto, \u00e9 coisa bem mais simples. S\u00e3o algumas quadras de uma \u00e1rea de intensa atividade comercial no centro da cidade. Muitas lojas de eletro-eletr\u00f4nicos, instrumentos musicais, videogames e roupas. O cheiro de banana frita conduzia meu olfato. N\u00e3o sei se as pessoas daqui o sentem; a fraqueza do h\u00e1bito pode t\u00ea-las anestesiado. \u00c9 um aroma peculiar, bom, ainda melhor que a fruta que lhe d\u00e1 origem. \u00c9 um tipo de banana diferente dos que eu conhecia, mais firme, de sabor mais encorpado, caracter\u00edsticas que se dissipam um pouco com a fritura. Caramelizada [em calda] e com leite condensado, torna-se uma respeit\u00e1vel bomba de calorias. Mesmo assim, minhas intensas incurs\u00f5es urbanas me autorizaram a consumi-la, em sua vers\u00e3o frita, sem remorso.<\/p>\n<p><strong>06\/maio\/2009<br \/>\n<\/strong>Hoje, o calor \u00e0 tarde foi insuport\u00e1vel. Segundo os locais, n\u00e3o foi nada comparado ao calor de setembro, o mais quente daqui, mas foi suficiente para me causar enorme desconforto. Apesar disso, tenho a impress\u00e3o de que algo do frio meridional desembarcou comigo no Eduardo Gomes. Na chegada, enquanto meus olhos se perdiam na imensid\u00e3o escura do Rio Negro e, pouco antes, no incr\u00edvel enrolar-se dele com o Solim\u00f5es \u2013 o famoso \u201cEncontro das \u00e1guas\u201d \u2013, o chefe de cabine do v\u00f4o 1866, sa\u00eddo de Bras\u00edlia \u00e0s 12h15, titubeava ao dizer que a temperatura em Manaus era de 25\u00ba C. O burburinho geral na aeronave me fez entender que se tratava de algo pouco usual. Daqui a pouco entro numa oficina do Festival de \u00d3pera. Depois escrevo sobre isso.<\/p>\n<p><strong>07\/maio\/2009<\/strong><br \/>\nNeste exato instante, estou de costas para uma das laterais do Teatro Amazonas, sentado em um banquinho do amistoso largo onde, em outros bancos, muitos estudantes d\u00e3o vida ao tempo. A brisa est\u00e1 t\u00e3o agrad\u00e1vel que tenho a impress\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 a mesma cidade de ontem. O Festival de \u00d3pera n\u00e3o poderia ter encontrado condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas mais adequadas. Desde as 17h10 alterno espera e escrita. Inscrevi-me em algumas oficinas que est\u00e3o sendo ministradas no Pal\u00e1cio de Justi\u00e7a, um belo pr\u00e9dio hist\u00f3rico \u2013 ali\u00e1s, abundantes por aqui \u2013 que fica atr\u00e1s do teatro. A de ontem foi com um cen\u00f3grafo paulista chamado Renato Rebou\u00e7as. Confesso que, apesar de ter me impressionado muito mais com o extravagante ecletismo decorativo do pal\u00e1cio, onde arranjos esculturais no teto, imagino que do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, disputavam lugar com um gigantesco condicionador de ar modelo split \u2013 um verdadeiro gozo t\u00e9rmico \u2013, gostei muito do trabalho do referido senhor em uma pe\u00e7a chamada <em>Arrufos<\/em>, se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria. A oficina de hoje ser\u00e1 sobre figurino. Faltam poucos minutos, devo ir.<\/p>\n<p><strong>08\/maio\/2009<\/strong><br \/>\nMeu plano principal era sair cedo para ir \u00e0 feira da Eduardo Ribeiro, a rua que toca as costas do Teatro Amazonas. Dizem que se compra de tudo l\u00e1, ou seja, bem mais do que eu precisava. Queria levar alguma lembran\u00e7a para os que me esperavam. Acordei \u00e0s 7h30 (8h30 no hor\u00e1rio de Bras\u00edlia) e nem sa\u00ed da cama. A chuva torrencial \u2013 atributo que, agora me ocorre, serve apenas a quem n\u00e3o \u00e9 amazonense: chuva que se preze, aqui, \u00e9 sempre torrencial \u2013 tamborilava na carca\u00e7a met\u00e1lica do ar-condicionado. Desde a madrugada n\u00e3o havia parado e, segundo me disse minha anfitri\u00e3 Eva, n\u00e3o iria parar t\u00e3o cedo. Fiquei um pouco decepcionado, porque minha inten\u00e7\u00e3o era comprar alguma coisa para D. Terezinha, m\u00e3e da Eva, como reconhecimento pela hospitalidade. Tamb\u00e9m queria comprar algo pra Eva (\u00e9 estranho que eu repita tanto o primeiro nome dela, j\u00e1 que ela tem seis primeiros nomes e dois sobrenomes, s\u00f3 que isso \u00e9 assunto para outro registro), mas dado o fato de que o plano original era do conhecimento dela, isso seria a parte secreta da minha visita \u00e0 feira. Ficamos em casa, conversando e deixando as horas secarem no morma\u00e7o, que n\u00e3o dava tr\u00e9gua mesmo com a chuva. Olho pelo vidro e s\u00f3 vejo o branco e o cinza. H\u00e1 poucos minutos s\u00f3 havia verde, verde, verde e art\u00e9rias marrons no meio. Tudo deve seguir exatamente igual sob essa alvura toda. Quando sa\u00edmos em dire\u00e7\u00e3o ao aeroporto, olhei para o c\u00e9u. Era aquele azul-est\u00fapido t\u00edpico dos dias de partida. Antes de embarcar para c\u00e1, esqueci-me de olhar pra cima. Pensei nisso agora como uma lacuna no ritual. \u00c9 estranho sentir que se quebra um ritual que ainda n\u00e3o se tem por sistem\u00e1tico.<\/p>\n<p>Muito mais forte que a dor em meus ouvidos, causada por uma inesperada e exagerada despressuriza\u00e7\u00e3o da cabine \u2013 sentida, a julgar pela inexist\u00eancia de rea\u00e7\u00f5es adversas nos outros passageiros, apenas em mim \u2013, foi o golpe que senti ao ter que pagar cinco reais por um copinho de caf\u00e9 em Congonhas. Decente o caf\u00e9, diga-se, mas desprovido de qualquer qualidade excepcional que justificasse o exagero do \u00f4nus. Eu olhava para a fila do caixa e, enquanto bebia o melhor caf\u00e9 que jamais havia experimentado em toda a minha exist\u00eancia \u2013 inventei isso na hora para me sentir melhor \u2013, imaginava que todas aquelas pessoas, mesmo aquelas cuja ostenta\u00e7\u00e3o era evidente, tamb\u00e9m partilhavam da minha surpresa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2009, estive em Manaus para fazer o concurso para professor efetivo do curso de Letras da UFAM, campus Benjamin Constant. Considerando o objetivo, foi um investimento absolutamente mal empregado. Eu n\u00e3o havia estudado o suficiente e a concorr\u00eancia era fort\u00edssima. Por outro lado, conhecer a cidade foi uma bela experi\u00eancia humana e geogr\u00e1fica. 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