{"id":420,"date":"2016-01-01T15:28:03","date_gmt":"2016-01-01T18:28:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/?p=420"},"modified":"2016-01-02T15:42:49","modified_gmt":"2016-01-02T18:42:49","slug":"j-d-salinger-e-a-inteligencia-alheia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2016\/01\/01\/j-d-salinger-e-a-inteligencia-alheia\/","title":{"rendered":"J. D. Salinger e a intelig\u00eancia alheia"},"content":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 anivers\u00e1rio de <strong>J. D. Salinger<\/strong> [1\/jan\/1919 &#8211; 27\/jan\/2010]\u200b, o mais capricorniano dos escritores. Foi depois de ler seu aclamado romance \u201c<strong><em>O apanhador no campo de centeio<\/em><\/strong>\u201d que me dei conta de que eu n\u00e3o era inteligente, era s\u00f3 um cara com meia d\u00fazia de refer\u00eancias e uma boa mem\u00f3ria para conhecimento enciclop\u00e9dico. Era t\u00e3o pessimista e ranzinza em rela\u00e7\u00e3o ao mundo quanto o narrador Holden Caufield, mas me sentia meio Sally Hayes:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAntigamente eu achava a Sally muito inteligente, mas s\u00f3 de burro que eu sou. S\u00f3 porque ela entendia de teatro, e pe\u00e7as, e literatura e todo esse neg\u00f3cio. Quando as pessoas sabem um bocado sobre essas coisas, a gente leva um temp\u00e3o para descobrir se s\u00e3o burras ou n\u00e3o. No caso da Sally eu levei anos. Com certeza teria descoberto muito antes, se n\u00f3s n\u00e3o tiv\u00e9ssemos namorado tanto. O meu problema \u00e9 que eu sempre acho inteligente a pequena com quem estou me esfregando no momento. Uma coisa n\u00e3o tem droga nenhuma a ver com a outra, mas continuo pensando assim\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Apesar de que naquela era pr\u00e9-Google tal habilidade fosse um pouco mais importante, fiquei muito triste, como qualquer adolescente melanc\u00f3lico e de baixa autoestima ficaria. Ao mesmo tempo, aquilo me lan\u00e7ou \u00f3timas perguntas. <em>O que fazer para ser uma pessoa inteligente? Intelig\u00eancia \u00e9 dom, \u00e9 treino ou um pouco dos dois? \u00c9 realmente importante ser inteligente? As pessoas burras<\/em> [as realmente burras; n\u00e3o era o caso da Sally Hayes, o narrador exagera um pouco] <em>s\u00e3o mesmo mais felizes?<\/em><br \/>\nNunca consegui responder nenhuma delas. Ali\u00e1s, rapidamente cheguei \u00e0 conclus\u00e3o de que essa era uma empreitada pouco recompensadora. Teve valor, claro, e foi o de me mover em dire\u00e7\u00e3o a coisas novas, a m\u00e9todos novos de aprender, mas nunca quis de verdade resolv\u00ea-las.<br \/>\nHoje, ligeiramente mais autoconfiante, mas tristemente mais enciclop\u00e9dico do que nunca, consigo pelo menos usar essas refer\u00eancias esdr\u00faxulas e aleat\u00f3rias para fins objetivos. Escrever, por exemplo. As perguntas s\u00e3o outras, mas igualmente insol\u00faveis. Ainda bem.<br \/>\nE voc\u00eas, j\u00e1 tiveram essas d\u00favidas? J\u00e1 pensaram nisso? J\u00e1 se sentiram inteligentes ou burros demais em alguma situa\u00e7\u00e3o? Contem pra mim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_423\" aria-describedby=\"caption-attachment-423\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-attachment-id=\"423\" data-permalink=\"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2016\/01\/01\/j-d-salinger-e-a-inteligencia-alheia\/catcher-in-the-rye-cover-image\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/catcher-in-the-rye-cover-image.jpg?fit=400%2C600&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"400,600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"The Catcher in the Rye (1951)\" data-image-description=\"&lt;p&gt;The Catcher in the Rye (1951), by J. 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