{"id":539,"date":"2018-01-18T08:57:24","date_gmt":"2018-01-18T11:57:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/?p=539"},"modified":"2018-01-18T09:00:42","modified_gmt":"2018-01-18T12:00:42","slug":"aquilino-ribeiro-habitos-adquiridos-habitos-recusados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2018\/01\/18\/aquilino-ribeiro-habitos-adquiridos-habitos-recusados\/","title":{"rendered":"Aquilino Ribeiro: h\u00e1bitos adquiridos, h\u00e1bitos recusados"},"content":{"rendered":"<div style=\"word-wrap: normal; -webkit-hyphens: none; -moz-hyphens: none; hyphens: none;\">\n<p>Adquiri h\u00e1 n\u00e3o muito um h\u00e1bito bastante simples do qual n\u00e3o abro m\u00e3o nem em dias de chuva. Ali\u00e1s, em dias de chuva ele \u00e9 ainda mais prazeroso por n\u00e3o haver o sol atacando meu desprotegido couro cabeludo. Certamente tenho bon\u00e9s e chap\u00e9us, mas j\u00e1 est\u00e3o todos muito feios e velhos, mais at\u00e9 do que eu, de modo que prefiro preteri-los sempre que posso. Ah, quase esquecia, trata-se, o h\u00e1bito, de dar uma caminhada at\u00e9 a biblioteca universit\u00e1ria ap\u00f3s o almo\u00e7o, subir ao terceiro andar, precisamente \u00e0 se\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas estrangeiras, ir \u00e0s prateleiras dos livros em Portugu\u00eas, pegar algo ao acaso e ler por uma ou duas horas, dependendo do livro e do sono. Nos primeiros dias, em meu trajeto at\u00e9 l\u00e1, acompanhava com entusiasmo e curiosidade o curso do riacho que corta o campus. N\u00e3o s\u00f3 as centenas de carpas brancas e alaranjadas que o povoam me agradavam imenso, mas tamb\u00e9m o murm\u00fario das estudantes sentadas nos bancos ao longo da mureta, decorando textos em voz alta para alguma prova. Essas ladainhas chinesas, embora longe de qualquer car\u00e1ter lit\u00fargico, davam-me a sensa\u00e7\u00e3o de adentrar um templo e eram a pr\u00f3pria bened\u00edcite que eu mesmo n\u00e3o proferia. Pois em uma de minhas \u00faltimas incurs\u00f5es peguei &#8220;O servo de deus &amp; A casa roubada&#8221;, do Aquilino Ribeiro (1885-1963), um dos grandes escritores portugueses de todos os tempos, mas menos conhecido no Brasil do que aquela rapaziada do s\u00e9culo XIX que insistimos em empurrar goela abaixo nos moleques de col\u00e9gio. Ok, Aquilino tamb\u00e9m nasceu no tal s\u00e9culo, no finalzinho, mas come\u00e7ou a publicar em 1907. J\u00e1 tinha lido algumas coisas dele antes, como os romances &#8220;Andam faunos pelos bosques&#8221;, minha inicia\u00e7\u00e3o, e &#8220;O homem que matou o diabo&#8221;, al\u00e9m dos contos de &#8220;Quando ao gavi\u00e3o cai a pena&#8221;. N\u00e3o era nenhuma novidade, portanto, a forma como ele trata a religiosidade, a crendice, a supersti\u00e7\u00e3o, a f\u00e9 e aquela parente pr\u00f3xima de todas essas amigas: a loucura. Em &#8220;O servo de deus&#8221;, primeira das novelas desse volume, temos a hist\u00f3ria de Bigorril, um homem que se atribui uma miss\u00e3o de servilidade e que busca, atrav\u00e9s do ostracismo e de uma vida miser\u00e1vel, o merecimento ao para\u00edso. A hist\u00f3ria come\u00e7a quando ele, em sonho, se encontra com deus. N\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o se divertir com o quase sadismo com o qual a divina apari\u00e7\u00e3o desmonta as alega\u00e7\u00f5es de que Bigorril estaria no caminho certo. As aventuras do her\u00f3is s\u00e3o fruto, claro, desse sonho e, mais especificamente, duma voadora com os dois p\u00e9s no peito que ele leva de seu deus, que pode ser visualizada na imagem abaixo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_541\" aria-describedby=\"caption-attachment-541\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-attachment-id=\"541\" data-permalink=\"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2018\/01\/18\/aquilino-ribeiro-habitos-adquiridos-habitos-recusados\/jpeg-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/aquilino-1.jpg?fit=1169%2C630&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1169,630\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;2&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;T00J&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Jpeg&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1515078845&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;2.69&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;50&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.008&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Jpeg&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"&#8220;O servo de deus &#038; A casa roubada&#8221;, do Aquilino Ribeiro (1885-1963)\" data-image-description=\"&lt;p&gt;&#8220;O servo de deus &#038; A casa roubada&#8221;, do Aquilino Ribeiro (1885-1963)&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;&#8220;O servo de deus &#038; A casa roubada&#8221;, do Aquilino Ribeiro (1885-1963)&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/aquilino-1.jpg?fit=300%2C162&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/aquilino-1.jpg?fit=510%2C275&amp;ssl=1\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-541\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/aquilino-1.jpg?resize=510%2C275\" alt=\"&quot;O servo de deus &amp; A casa roubada&quot;, do Aquilino Ribeiro (1885-1963)\" width=\"510\" height=\"275\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/aquilino-1.jpg?resize=510%2C275&amp;ssl=1 510w, https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/aquilino-1.jpg?resize=300%2C162&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/aquilino-1.jpg?w=1169&amp;ssl=1 1169w\" sizes=\"(max-width: 510px) 100vw, 510px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-541\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;O servo de deus &amp; A casa roubada&#8221; (1948), de Aquilino Ribeiro (1885-1963)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma das coisas que mais gosto no Aquilino \u00e9 a mistura sempre precisa que faz de uma linguagem erudita, culta, quase ro\u00e7ando o empolamento, e uma l\u00edngua popular, coloquial, que brota t\u00e3o espontaneamente de suas personagens quanto de seus narradores. Tamb\u00e9m \u00e9 essa combina\u00e7\u00e3o de registros diferentes, quase antag\u00f4nicos, uma das coisas com as quais mais me divirto quando escrevo. Quanto a isso, encerro com uma confiss\u00e3o: embora n\u00e3o tenha sido meu primeiro mestre nessa malandragem, Aquilino Ribeiro \u00e9 certamente uma das fontes das quais muitos martelinhos servi sem jamais, como bom disc\u00edpulo, deixar nada ao santo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essas ladainhas chinesas, embora longe de qualquer car\u00e1ter lit\u00fargico, davam-me a sensa\u00e7\u00e3o de adentrar um templo e eram a pr\u00f3pria bened\u00edcite que eu mesmo n\u00e3o proferia. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":542,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_newsletter_tier_id":0,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[122,18,130],"tags":[131,123,9,134,133,16,135,132],"jetpack_publicize_connections":[],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.brincher.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/aquilino-ribeiro.jpg?fit=854%2C482&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7bdao-8H","jetpack-related-posts":[{"id":389,"url":"https:\/\/www.brincher.com.br\/blog\/2014\/09\/28\/4-dias-em-manaus-trechos-esparsos-de-um-relato-de-viagem\/","url_meta":{"origin":539,"position":0},"title":"4 dias em Manaus: trechos esparsos de um relato de viagem","author":"Sandro Brincher","date":"2014\/09\/28","format":false,"excerpt":"Em 2009, estive em Manaus para fazer o concurso para professor efetivo do curso de Letras da UFAM, campus Benjamin Constant. 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