:\: Sandro Brincher :/:
03 3rd, 2010
Nosso descompasso com as mulheres não se dá por usarem outra língua. Na via ou na vida, usam sintaxes inglesas, inversas às nossas. E o certo inexiste em ambas.
03 2nd, 2010
Eu sei que não fiz uma boa escolha na vida quando a prateleira que mais frequento na biblioteca é justo aquela que tem fauna – teias de aranha e colônias de ácaros.
03 1st, 2010
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar… manda chumbo nelas todas.
01 25th, 2010
Nada mais a calhar para um aprendiz de maluco que encontrar no próprio pátio aquelas frutificações típicas de alguns fungos das divisões Basidiomycota e Ascomycota. Isso, cogumelos. Mandei pro Flickr.
01 24th, 2010
Ontem foi o primeiro dia dos últimos dois meses que não me viu acordar com forte palpitação. Até ontem, era rotina. Coração explodindo na garganta, tremor, ausência total de fome e um desejo insuportável de sair de casa. Tomava o medicamento – cloridrato de sertralina – e saía. Por cerca de duas horas e meia, tomava o rumo da Beira-Mar e só voltava quando o sinal do cansaço era evidente. Chegava, tomava um copo de suco ou achocolatado, tentava escrever a dissertação. Nada. Só aquele turbilhão de pequenos pensamentos fuzilando os neurônios. À tarde, já com o organismo cloridratado, vinha alguma pacificação, duradoura até a noite. Deitava às 02:00, acordava às 07:00 e tudo se repetia. Ontem foi meu primeiro dia sem rotina. Ontem e em uma ou duas tardes por semana nas quais a vida, personificada, resolvia me dar um sorriso. Sinais de melhora à vista.
01 18th, 2010
Conheço poucos cães de três pernas à exceção do que habita meu pátio.
Vejo-o correr como se fossem muitas: só quando,
no ritmo cadenciado dos passos, anda
é que faz notar sua condição.
Aquele membro em branco, que menos falta ao corpo que aos olhos fere,
é igualmente memória de que só o animal que nos habita, se liberto,
está apto a ocupar o vazio.
Somente a imagem de seu grito, escandaloso e visceral,
faz surgir órgãos e sentidos esquecidos.
11 12th, 2009
A vida é uma caixinha de Surpresas: o chocolate é o de menos, a figurinha da onça é que conta.

Lembra? Então, tás ficando véio...




























